terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Glaciares




Glaciares são enormes massas de gelo (podem atingir várias centenas de quilómetros de extensão) que, por acção da gravidade, sofrem lentos deslizamentos ao longo de superfícies inclinadas. Este deslocamento acaba por moldar a superfícGlaciares são enormes massas de gelo (podem atingir várias centenas de quilómetros de extensão) que, por acção da gravidade, sofrem lentos deslizamentos ao longo de superfícies inclinadas. Este deslocamento acaba por moldar a superfície onde o glaciar se encontra. Quando os glaciares se localizam em vales podem conferir-lhes um perfil transversal em forma de U. Os materiais transportados pelo glaciar acumulam-se em depósitos designados por moreias.
Os glaciares são, obviamente, típicos de climas frios. Em Portugal Continental não existem actualmente glaciares, mas encontram-se vestígios da sua presença na Serra da Estrela e nas Serras da Peneda e do Gerês. Esta ocorrência denuncia a existência de fases de clima mais frio que o actual durante as últimas dezenas de milhar de anos.
ie onde o glaciar se encontra. Quando os glaciares se localizam em vales podem conferir-lhes um perfil transversal em forma de U. Os materiais transportados pelo glaciar acumulam-se em depósitos designados por moreias.
Os glaciares são, obviamente, típicos de climas frios. Em Portugal Continental não existem actualmente glaciares, mas encontram-se vestígios da sua presença na Serra da Estrela e nas Serras da Peneda e do Gerês. Esta ocorrência denuncia a existência de fases de clima mais frio que o actual durante as últimas dezenas de milhar de anos.



Fonte: http://www.dct.uminho.pt/pnpg/gloss/glaciar.html
Fonte: http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/6617249.jpg

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esboços Topográficos

 

                                                       Esboço por: Ana Costa


                                                Esboço por: Liliana Machado



Reflexão: As cartas geológicas são um instrumento fundamental para o trabalho dos geólogos, como também para outras áreas cientificas e tecnológicas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Trabalho 1ºPeriodo- Cretácico

          O Cretácico é o terceiro e último período da era Mesozóica. Com uma duração de uns 80 milhões de anos, é o período fanerozóico mais extenso, e é, inclusive, mais longo que toda a era Cenozóica.
         A vida em mares e em terra aparecia como uma mistura de formas modernas e arcaicas. Como ocorre com a maioria das eras geológicas, o início do período é incerto por uns poucos milhões de anos.
         Em meados do Cretácico, deu-se a formação a mais de 50% das reservas mundiais de petróleo que se conhecem em nossos dias, das quais destacam as concentrações localizadas nos arredores do Golfo Pérsico e na região entre o Golfo de México e a costa de Venezuela .


Posição dos continentes no Cretácico




Paleogeografía

      Durante o Cretácico, o nível dos mares estava em contínua ascensão. Este crescimento levou ao nível do mar até costa jamais atingida anteriormente, inclusive zonas anteriormente desérticas se converteram-se em planícies inundadas. No seu ponto máximo, somente um 18% da superfície da Terra estava acima do nível das água (menos 10% do que está hoje em dia). No princípio do Cretácico existiam dois super continentes: Laurasia e Gondwana, separados pelo Mar de Tetis. É no fim do Cretácico que os continentes começam a adquirir formas semelhantes às actuais.


 
Paleoclimatología
           
         As temperaturas ascenderam até atingir o seu ponto máximo há uns 100 milhões de anos, no qual não havia praticamente gelo nos pólos. Os sedimentos mostram que as temperaturas na superfície do oceano tropical deveram ter sido entre 9 e 12 °C mais quentes que na actualidade, enquanto nas profundidades oceânicas as temperaturas deveram ser inclusive 15-20°C maiores.

Paleozoología marinha

             Ao final do Cretácico, o plancton oceânico tinha evoluído até adquirir um carácter completamente moderno. Acima do leito nadavam os ammonites, belemnites e peixes de vários tipos com uma nova geração de reptiles aquáticos.

Paleozoología terrestre

            Destaca-se especialmente Pteranodon. As aves fósseis no Cretácico são raras, excepção feita de descobertas isoladas procedentes do Cretácico inferior de um pássaro chinês descrito em 1992.



Os dinossauros do Cretácico
          
           Durante esta época os dinossauros atingiram uma grande radiação adaptativa. É por isso que existiam uma grande quantidade de espécies com modos de vida e morfológica muito díspares.  No Cretácico inferior encontramo-nos com Iguanodon e Hypsilophodon. Iguanodon era o mais comum dos grandes ornitópodos. Era um bípede de 10 metros de comprimento, com o crânio similar ao de um cavalo, com longas mandíbulas e olhos em posição muito posterior.



Extinção do Cretácico

           A extinção K-T ou evento K-T foi uma extinção em massa,   ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretácico (K, abreviação tradicional) e o início do período Terciário (T). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. Diversas teorias tentam explicar a extinção K-T, sendo que a mais aceite actualmente é a que justifica a catástrofe como sendo resultado da colisão de um asteróide com a Terra.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Relogios paleontológicos

Os “relógios” paleontológicos permitem datar os acontecimentos geológicos


Biostratigrafia 
É um ramo da estratigrafia que permite correlacionar e fazer a datação relativa de rochas, através do estudo das associações fósseis nelas contidas. 


  1. Estratos com as mesmas associações fossilíferas possuem a mesma idade – Princípio da Identidade Paleontológica. Os fósseis permitem definir unidades biostratigráficas – biozonas.

Dendroronologia
  •   Permite datações absolutas usando os anéis de crescimento anual das árvores


Princípios Litóstratigráficos

 
Principio Sobreposição
 
Segundo este princípio, em qualquer sequência a camada mais jovem é aquela que se encontra no topo da sequência. As camadas inferiores são progressivamente mais antigas. Este princípio pode ser aplicado em depósitos sedimentares formados por acresção vertical, mas não naqueles em que a acresção é lateral (por exemplo em terraços fluviais). O princípio da sobreposição das camadas é válido para as rochas sedimentares e vulcânicas que se formam por acumulação vertical de material, mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochas metamórficas.







Princípio da Horizontalidade 

O princípio da horizontalidade original afirma que a deposição de sedimentos ocorre em leitos horizontais. A observação de sedimentos marinhos e não marinhos numa grande variedade de ambientes suporta a generalização do princípio.






Princípio da Intersecção
Um filão ou uma intrusão magmática é sempre posterior ás formações rochosa que atravessa.













Principio da Continuidade Lateral

Um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão, independentemente da ocorrência da variação horizontal de fáceis. Uma camada limitada por um muro e por um tecto e definida por uma certa fáceis tem a mesma idade ao longo de toda a sua extensão lateral.




 

Princípio da Inclusão
Um fragmento de uma determinada rocha é sempre mais antigo do que a rocha onde está inserido.














Fonte: http://www.google.pt/images?hl=pt-pt&biw=1280&bih=666&gbv=2&tbs=isch:1&sa=1&q=principios+sobreposicao&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=


Reflexão:
Através de princípios básicos, os geólogos conseguem interpretar os estratos sedimentares e conhecer as histórias que estes albergam, nomeadamente sobre formas de vida do passado da Terra e também sobre os grandes conhecimentos geológicos.

Curiosidade




Uma equipa internacional de paleontólogos, encontrou uma jazida de trilobites gigantes numa pedreira em Canelas, perto de Arouca (distrito de Aveiro). 
As trilobites são artrópodes marinhos que viveram exclusivamente no Paleozóico, uma vez que surgiram no inicio deste, no Câmbrico, e extinguiram-se durante a grande extinção massiva de fins do Permiano, junto com 96% das espécies animais marinhas e 70% dos vertebrados terrestres.








Fosseis e processos de fossilização

Os fósseis são restos de seres vivos ou vestígios de atividades biológicas (ovos, pegadas, etc.) preservados nos sistemas naturais. Entende-se por "sistemas naturais" aqueles contextos em que o processo de preservação não resulta da ação antrópica, podendo o fóssil ser preservado em sediments, rochas, gelo, piche, âmbar, solos, cavernas, etc. Preservam-se como moldes do corpo ou partes do próprio ser vivo, seus rastros e pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil. A palavra "fóssil" deriva do termo latino fossilis que significa "desenterrado" ou "extraído da terra". A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia.

Processos de fossilização

A mumificação é o mais raro processo de fossilização. Pode ser:
  • Total - quando o ser vivo é envolvido por uma substância impermeável (por exemplo: resina, gelo) que impede a sua decomposição.
  • Parcial - quando as formações duras (carapaças, conchas, etc) de alguns organismos permanecem incluídas nas rochas por resistirem à decomposição. 
Mineralização
Este processo, também denominado de petrificação, consiste literalmente na substituição gradual dos restos orgânicos de um ser vivo por matéria mineral, rocha, ou na formação de um molde desses restos, mantendo com alguma perfeição as características do ser. Ocorre quando o organismo é coberto rapidamente por sedimento após a morte ou após o processo inicial de deterioração. O grau de deterioração ou decomposição do organismo quando recoberto, determina os detalhes do fóssil, alguns consistem apenas em restos esqueléticos ou dentes; outros fósseis contêm restos de pele, penas ou até tecidos moles. Uma vez coberto com camadas de sedimentos, as mesmas compactam-se lentamente até formarem rochas, depois, os compostos químicos podem ser lentamente trocados por outros compostos. Ex.: carbonato por sílica.
Moldagem
Consiste no desaparecimento total das partes moles e duras do ser vivo, ficando nas rochas um molde das suas partes duras. O molde pode ser:
  • Molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram.
  • Molde interno - os sedimentos entram no interior da parte dura e quando esta desaparece fica o molde da parte interna. 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil
Fonte:http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.cm-batalha.pt/imagens/up/fossil.jpg&imgrefurl=http://cienciasnaturais-ana.blogspot.com/2008/12/os-fsseis.html&usg=__BkLT6YkTbRgKC4lfyVL371AlKfg=&h=1195&w=1181&sz=261&hl=pt-pt&start=11&zoom=1&tbnid=ht5SCsD3wvbX1M:&tbnh=150&tbnw=148&prev=/images%3Fq%3Dfosseis%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1004%26bih%3D559%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1
 
 
Reflexão:
Para determinar a idade da maioria das rochas sedimentares, o estudo científico dos fósseis contidos nelas é fundamental. Os fósseis dão-nos importantes evidências que ajudam a determinar o que aconteceu ao longo da história da Terra e quando aconteceu.